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11 de jul. de 2014

Na Vulcabras, 22 000 demissões

Qual é o limite do corte de custos? Muitas empresas são obrigadas pelas circunstâncias a fazer essa pergunta. São aquelas em crise, que estão vendo as receitas despencar com a chegada de novos competidores e cujos mercados estão em transformação.

Cortar na carne ajuda a melhorar resultados, mas sempre chega a hora em que é preciso de algo mais, uma saída para voltar a ganhar mercado e incomodar a concorrência. Nenhuma empresa brasileira enfrenta esse tipo de angústia existencial de forma tão intensa quanto a fabricante de calçados Vulcabras.

Fundada em 1952 em São Paulo, a empresa vai entrar para a história do capitalismo brasileiro — está fazendo, há três anos, uma das reestruturações mais drásticas que o país já viu. Já foram demitidos 22 000 funcionários, quase metade do total. No processo, 25 das 29 fábricas da Vulcabras foram fechadas.

Para situar o processo num contexto histórico, estima-se que as demissões das gordas estatais privatizadas do sistema Telebras custaram o emprego de 18 000 pessoas. Quando se imaginava que o corte terminaria, eis que mais 1 300 funcionários foram demitidos em maio. E ninguém sabe se a coisa vai parar por aí.

A demissão de metade dos funcionários era questão de vida ou morte. De 2011 a 2012, a Vulcabras correu o risco de quebrar — com um prejuízo anual que chegou a 300 milhões de reais, começava a ficar impossível pagar a dívida de 1 bilhão de reais.

Pedro Grendene, dono da Vulcabras, contratou o consultor Claudio Galeazzi, especialista em corte de custos que, na prática, assumiu o dia a dia da empresa. Galeazzi logo mandou fechar fábricas e demitir seus funcionários. Somente no Natal de 2012, 4 000 deles perderam o emprego.

Após tentativas fracassadas de levantar recursos com o BNDES e vender uma participação para fundos, Grendene fez um aporte de 350 milhões de reais do próprio bolso para pagar dívidas de curto prazo. Feito tudo isso, o endividamento caiu, o prejuí­zo diminuiu 59% no ano passado e os custos desabaram 37%.

Hoje, com 22 000 funcionários a menos, faturando dois terços do que faturava há quatro anos e sem grandes dívidas de curto prazo a vencer, a Vulcabras pode finalmente começar a atacar os problemas estratégicos que a levaram à situação em que se encontrava há dois anos.

É um passo necessário para voltar a dar lucro — e, certamente, dará mais trabalho do que mandar um monte de gente embora. O desafio é enorme. Para competir com marcas que produzem na Ásia, as fabricantes brasileiras de calçados e têxteis tiveram de se reinventar.

A Alpargatas, dona da Havaianas, tem uma linha de chinelos com mais de 100 modelos. A Grendene transformou a linha Melissa, de calçados de plástico, numa marca global que tem coleções assinadas até pelo alemão Karl Lagerfeld, estilista da grife francesa Chanel. Tradicionais tecelagens, como Hering e Malwee, partiram com sucesso para o varejo.

Quem não se mexeu ficou pelo caminho. A Vulcabras até se mexeu — mas deu errado. Para sofisticar seu leque de produtos, a empresa triplicou de tamanho ao fazer a maior aquisição da sua história, da concorrente Azaleia, dona da marca de artigos esportivos Olympikus. O plano era concorrer com empresas estrangeiras que estavam crescendo no país — Adidas e Nike, sobretudo.

A empresa investiu cerca de 200 milhões de reais em tecnologia e inovação para melhorar os tênis Olympikus e cobrar caro por eles. Mas as rivais estrangeiras continuaram ganhando espaço. A participação de mercado da Vulcabras em artigos esportivos caiu de 13%, em 2010, para 5%, em 2013.

A empresa perdeu o passo com a Azaleia — que foi a principal marca de sapatos femininos do país nas décadas de 80 e 90. Sem lojas em shoppings ou investimentos na modernização das coleções, a Azaleia perdeu mercado para concorrentes como a Arezzo, com sua rede de lojas e investimento pesado em inovação.

A Vulcabras luta agora para corrigir os erros do passado e compensar o tempo perdido nos dois anos em que esteve mais preocupada em sobreviver. “O pior já passou, mas precisamos fazer mudanças estruturais para a empresa voltar a dar lucro”, diz Leonardo Horta, presidente da Vulcabras desde dezembro de 2012 e ex-sócio da consultoria Galeazzi & Associados.

No ano passado, a empresa começou a fazer o que Alpargatas e Arezzo já fizeram: dar mais importância à promoção de suas marcas e ao visual de suas coleções, e menos ênfase ao controle do processo fabril.

“Estamos transformando uma indústria dona de marcas em uma empresa gestora de marcas que tem algumas fábricas”, diz Horta. Antes de lançar modelos, a companhia faz pesquisas com consumidores, algo que não acontecia.

A Olympikus não tenta mais brigar de igual para igual com Nike e Adidas — agora a maioria de seus tênis custa entre 100 e 200 reais, valor inferior ao tíquete médio das rivais estrangeiras.

Para tentar modernizar os sapatos femininos da Azaleia, Horta contratou Jorge Bischoff, estilista que já havia trabalhado na concorrente Beira Rio. Além disso, a Vulcabras terceirizou a fabricação de linhas acessórias, como a de roupas esportivas, para se concentrar exclusivamente nos calçados.

O maior desafio, porém, está com a área comercial. Na crise, o espaço da Olympikus nas lojas de artigos esportivos chegou a ser reduzido pela metade, porque os tênis encalhavam nas prateleiras. Há um ano os vendedores vêm tentando convencer os lojistas de que os novos produtos terão maior procura — depois de dois anos, a empresa voltou a fazer publicidade.

Mesmo com tudo isso, fechar 2014 no zero a zero será uma vitória. Se o lucro não voltar logo, dizem executivos que conhecem a Vulcabras de perto, a empresa poderá ser forçada a vender a Azaleia e a ficar só com os tênis Olympikus, que respondem por 75% das vendas. Só aí saberemos se o corte de custos mais radical em curso no país chegou, enfim, ao limite.
 
Fonte: Exame
 
 

30 de abr. de 2014

Bebecê apresenta diversas novidades para ampliar conforto às consumidoras

A Calçados Bebecê tem como objetivo sempre melhorar o que está sendo oferecido às consumidoras. Em constante evolução, desenvolve novidades para ampliar o conforto e a durabilidade de seus modelos. Uma das inovações é o processo de produção do forro, que agora não possui mais a costura de emenda interna, eliminando áreas de atrito com os pés.

Outra mudança é nos componentes internos dos calçados. A maioria das consumidoras não sabe, mas produzir um sapato exige muita tecnologia e centenas de “ingredientes” para a preparação do produto final.

Um deles é o contraforte, peça que dá forma à parte traseira do calçado. Ao mesmo tempo em que precisa ser rígida para manter o formato, deve oferecer suavidade para não machucar o calcanhar. A Bebecê substituiu os contrafortes por similares com a mesma durabilidade, porém com menor rigidez, garantindo maior conforto ao calce sem a deformação do calcanhar do sapato.

A Calçados Bebecê, de Três Coroas (RS), está sempre atualizada com as tendências. A empresa busca, em sua Visão Estratégica, ser uma das melhores produtoras de moda, conforto e qualidade em calçados femininos no país. Mais informações podem ser obtidas por meio dos sites www.bebece.com.br, www.twitter.com/_bebece e www.facebook.com/calcadosbebece.

A Bebecê faz parte do projeto “Produção Consciente = Amanhã Mais Feliz”, desenvolvido pelo Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas. Através deste selo, é possível identificar produtos ecologicamente corretos.

Assim é possível que todo resíduo industrial passível de reaproveitamento seja reciclado, fazendo com que volte ao processo industrial, reduzindo a utilização de recursos naturais. Pratique o consumo consciente!

Fonte: Segs

25 de abr. de 2014

Em trimestre difícil, Grendene aumenta receita bruta em 2% e receita líquida em 1,6%

Nos resultados do primeiro trimestre do ano, a Grendene – uma das maiores fabricantes mundiais de calçados – anuncia crescimento de 2% na receita bruta, em comparação ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 615,4 milhões, e aumento de 1,6% na receita líquida do primeiro trimestre de 2014, alcançando R$ 493,8 milhões. O lucro líquido foi de R$ 96,5 milhões, queda de 6% ante o primeiro trimestre de 2013. O resultado foi afetado pelo baixo crescimento do mercado interno e consequentes quedas nos volumes em 11% e aumento no preço médio em 15%. 
 
Esse cenário levou ao recuo 19,3% no Ebit, que chegou a R$ 72,4 milhões nos três primeiros meses do ano, contra os R$ 89,7 milhões registrados no ano passado. Já o Ebitda foi de R$ 83 milhões, R$15,3% menos do que os R$ 98,1 milhões daquele período. Todas as margens tiveram diminuição: 3,0 p.p. (Bruta), 3,8 p.p. (Ebit) e 1,6 p.p. (Líquida). O volume de pares produzidos foi de 46,7 milhões ante 52,6 milhões do 1º trimestre de 2013. Desse total, 30,9 milhões foram destinados ao mercado interno, ou seja, queda de 17,5% na produção para o mercado local. Já o volume para exportação teve alta de 4,8%, chegando a 15,8 milhões de pares. 
 
De acordo com o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Grendene, Francisco Schmitt, esse resultado já havia sido antecipado pela companhia aos investidores. “Este ano será difícil por conta da continuidade do pouco crescimento da economia brasileira, das pressões inflacionárias e de já termos conquistado bastante market share em períodos recentes, além de o crescimento passado ter estabelecido uma base de comparação elevada com 2013”, reforça. O executivo ressalta, ainda, que para os padrões da empresa, os resultados não foram satisfatórios. “Há alguns anos, nunca obtínhamos uma margem Ebit acima de 10% no primeiro trimestre e nosso objetivo era chegar a 15%. Hoje, uma margem Ebit de 14,5% nos deixa desconfortáveis”, diz. 
 
Para Schmitt, com o baixo desempenho do mercado brasileiro, as exportações, que devem continuar contribuindo para a melhoria das margens, são uma opção para amenizar a queda de volume no mercado interno. Pelo 12º ano consecutivo, a Grendene mantém a liderança das exportações de calçados brasileiros, com participação nas exportações de calçados de 43,6% nos volumes de pares e 25,8% na receita de exportação em dólar. No primeiro trimestre do ano, o efeito cambial foi positivo e gerou efeito favorável de R$ 26,1 milhões à companhia. A receita bruta de exportação aumentou 10,4% antes de considerar o efeito cambial e 30,8% após considerar este efeito em comparação ao mesmo período do ano anterior. 
 
As metas estabelecidas pela companhia até 2015 permanecem as mesmas. De acordo com o executivo da Grendene, os fundamentos que tem proporcionado ganhos de market share com bons retornos continuam no lugar: a produção em escala de produtos atraentes com elevado valor percebido, marcas fortes, preços acessíveis produzidos a custos que garantem rentabilidade e distribuídos de forma eficiente. “Entre os fatores externos que prejudicam os resultados se destaca o pouco dinamismo da economia, a inflação persistente e as incertezas existentes em ano eleitoral”, completa Schmitt.

Fonte: Comunicasul


Voltar ao Brasil foi escolha do coração, diz CEO da Diadora

A Diadora, marca esportiva italiana, passou um tempo longe do Brasil, mas a decisão de voltar a operar por aqui tem uma razão que vai além da expansão dos negócios fora da Itália.

“Trata-se de uma escolha do coração, muito mais do que de carteira”, afirmou Enrico Polegato, presidente internacional da companhia, em entrevista exclusiva à EXAME.com.

Em visita ao país para o início oficial das operações da marca por aqui, o executivo acredita que o Brasil tem capacidade de se tornar o segundo maior mercado da Diadora no mundo, atrás somente da própria Itália – que responde por cerca de 50% dos negócios da empresa.

“Neste primeiro ano, o mercado brasileiro terá um peso pequeno nos nossos negócios, mas já é a principal operação da Diadora na América Latina”, afirmou Polegato. Além do Brasil, a companhia atua também no Chile e Argentina. 
 
Alessandro Dilly e Enrico Polegato: executivos envolvidos no retorno da Diadora ao Brasil

Parceria


A Diadora será licenciada pela Dilly Sports, empresa especializada em gestão de marcas esportivas, e seu retorno ao Brasil marca também o retorno da família gaúcha Dilly ao setor calçadista.

Os produtos da Diadora serão produzidos em uma fábrica da Dilly Sports instalada no Ceará, e apenas a tecnologia será importada da Itália. A unidade recebeu investimentos de 80 milhões de reais e terá capacidade de fabricar 2,5 milhões de pares de calçados por ano.

“A capacidade atual é de 400.000 pares e engloba as linhas de corrida e tênis. No próximo ano, vamos trazer também produtos de futebol e a coleção life style da marca”, disse Alessandro Dilly, diretor da Dilly Sports.

Segundo ele, até 2015, a ideia é ter um portfólio de cerca de 200 produtos diferentes da Diadora no país. Hoje, a linha é composta por 70 itens entre calçados, vestuários e acessórios.

Os produtos da Diadora serão vendidos em lojas especializadas em produtos esportivos. Atualmente, a marca já está presente em cerca de 500 clientes diferentes e a projeção é conquistar mais de 3.500 lojistas até 2015.

História

A Diadora foi fundada em 1948 na Itália e comprada em 2009 pelo grupo GEOX, um dos maiores do setor de calçados do mundo, com faturamento anual de mais de mais de 1 bilhão de euros.

No ano passado, a Diadora faturou 241,6 milhões de euros em todo o mundo, 15,4% a mais na comparação com o ano anterior. Os negócios da companhia são divididos em três categorias: esporte, life style e segurança.
 
Fonte: Exame.com
 
 

7 de abr. de 2014

Produção de transformados plásticos cresce 6,74% em 2013

O setor de transformados plásticos consolidou em 2013 produção de R$ 64,7 bilhões, com crescimento nominal de 6,74%. Apesar da alta em relação ao ano anterior, o índice ficou abaixo do registrado pela indústria de transformação, que foi de 7,82%, totalizando R$ 2,072 trilhões em produção. A participação do setor nesse universo foi de 3,12%.

Os dados consolidados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). O consumo aparente aumentou 9% em termos nominais. A parcela de produtos importados foi de 11,7% do total, contra 10,8% de 2012. Já o coeficiente de exportação ficou em 4,6%, bem próximo dos 4,3% registrados no ano anterior.

As exportações inverteram a tendência de queda dos últimos anos e tiveram alta de 3,36% no ano passado. Já as importações, que registraram média anual de crescimento de 7%, subiram este ano apenas 3,39%. O aumento no patamar do câmbio deu um fôlego adicional às exportações e conseguiu reduzir o acelerado ritmo de crescimento das importações, porém, ainda assim, o déficit comercial registrado foi de R$ 5,3 bilhões, o que demonstra que o patamar do câmbio ainda está baixo para reverter a tendência de déficit comercial no setor de transformados plásticos.
O nível de emprego do setor de transformados plásticos ficou 1,4% superior em 2013, com 358 mil trabalhadores empregados. Contudo, a produtividade não evoluiu. Ao contrário, houve queda de 1,76% no índice no período.

Fonte: ABIPLAST – Associação Brasileira da Indústria do Plástico
 

Como as mulheres compram

A segunda edição do relatório Azimute 720, levantamento sobre o comportamento de compra feminino, aponta que as mulheres pagam mais por produtos que estão na moda e que compram sapatos em grande quantidade. “Cerca de 85% delas admitem serem viciadas em comprar sapatos”, diz o diretor da Focal Pesquisas, Gustavo Campos. A empresa, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), ouviu 2.429 mulheres com idade média de 34 anos em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Campos conversou com a coluna sobre o relatório:

Qual o objetivo do estudo?


Levar a voz da consumidora para a mesa de decisões de marca por parte dos gestores. Muitos consideram apenas as suas impressões de mercado e de alguns principais lojistas. Isso é muito filtro para os dias de hoje. Com o Azimute 720, eles podem escutar 2.429 mulheres, entrevistadas pessoalmente em suas cidades, representativas do Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Quais resultados chamam a atenção?

As mulheres adoram as lojas multimarcas. Isso é um traço cultural, de variedades e escolhas, e dificilmente uma loja monomarca consegue suprir. De 2011 para 2013, do primeiro para o segundo Azimute, as lojas multimarcas continuaram com o mesmo índice de preferência (65%). Mas as monomarcas perderam espaço na preferencia. Quem mais subiu foram as lojas de departamento, que buscando um novo posicionamento, estão agora atendendo a uma nova classe média, bem mais exigente. As mulheres também pagam mais por produtos que estão na moda. Mas para que isso ocorra, elas devem saber o que está na moda. Cabe às empresas gestoras de marcas continuarem a investir em mídias tradicionais e digitais, buscando esclarecer a sua interpretação de moda para a consumidora.

Como as mulheres consomem?

Elas compram sapatos em grande quantidade. Cerca de 85% delas se dizem viciadas em comprar sapatos. Mas elas não consomem marcas como os gestores de marca pensam. Normalmente no armário de uma mulher de classe A terão sapatos que, pelo posicionamento pretendido pelos gestores de marca, pertencem a classe C. As mulheres gostam da diversidade e entendem as marcas de calçados pela capacidade de entregar calce, conforto e beleza, no preço que elas consideram justo para o seu bolso.

Existe um espaço enorme para o e-commerce de calçados pela internet. Mal começamos a engatinhar neste ponto. Não pense duas vezes, comece já a sua loja virtual de calçados. Os números mostram isso.

Em poucas palavras, como as mulheres consomem?

Posso dizer que enlouquecidamente. Os sapatos, em geral, estão conquistando uma parcela significativa de poder de decisão sobre o vestuário. Ou seja, primeiro escolhem o sapato e depois a roupa. Com saltos altos ou sapatilhas, as mulheres se acham mais sexies ou mais atraentes, respectivamente. E dentro de um contexto sócio-cultural, no qual a beleza muitas vezes influencia muito no sucesso na carreira, investir em bons sapatos pode ser decisivo para uma promoção. Nesta pesquisa ficou explícito que em alguns calçados, como os scarpins, as mulheres estão trocando de marcas, buscando alternativas melhores para a sua renda, que cresceu no período de dois anos, de 2011 para 2013.
 
 
 

29 de mar. de 2014

Tauá vence burocracia para instalar fábrica de calçados

 
 
Está resolvido o último empecilho que havia para a implantação do Pólo Calçadista de Tauá. Depois de uma longa jornada percorrida na Justiça Estadual e Federal, finalmente os entraves existentes no processo de regularização do terreno junto ao DNOCS, foram superados e na última sexta-feira, 21, o Cartório do 2º Ofício da Comarca de Tauá emitiu a escritura pública em favor do município de Tauá.

A Prefeita Patrícia Aguiar informou que “agora está tudo pronto para a realização de um sonho dos tauaenses, que é ter uma fábrica para gerar emprego para a população”. Ela destacou o trabalho desenvolvido pelo Procurador Geral do Município de Tauá, Dr. José Viana de Abreu no desfecho do processo.

“Nesta quinta-feira, 27, teremos uma reunião de trabalho com os representantes da Melbros Calçados para discutirmos o cronograma de instalação da fábrica”, disse a Prefeita de Tauá acrescentando que os empresários tem pressa na montagem do parque fabril.
 
Parcerias viabilizaram o Projeto

O investimento é uma parceria entre o Governo do Estado, Prefeitura Municipal e Fábrica Melbros Indústria e Comércio de Calçados Ltda e está sendo construído numa área de 123.100 metros quadrados, às margens da CE-176, que liga os Municípios de Tauá e Arneiroz. Ao todo serão edificados cinco galpões. O investimento é na ordem de R$ 40 milhões e gerará em torno de 3 mil novos postos de trabalho na Região quando estiver funcionando em plena capacidade.

A Prefeita agradeceu o esforço do governador Cid Gomes, do Vice, o tauaense Domingos Filho e Dep. Federal Domingos Neto, na implantação do Pólo Calçadista de Tauá e disse que outras fábricas virão durante sua administração.
 


20 de mar. de 2014

Calçados para corrida não diminuem chances de ferimentos, segundo pesquisa

Sabe aqueles calçados para corredores profissionais que apresentam um milhão de tecnologias diferentes para ajudar você a evitar acidentes ao correr? Pois bem, um estudo feito pelo British Journal of Sports Medicine indicou que eles não são tão úteis quanto se imagina – de fato, parece que eles não fazem qualquer diferença, em comparação a calçados normais.

A pesquisa foi criada para tentar descobrir se pessoas que utilizam solas duras possuem mais chances de se ferir ao correr do que aqueles que usam calçados de solas macias. Para isso, 247 corredores – todos usando equipamentos de uma fabricante de equipamentos esportivos de alto renome – foram analisados ao longo de cinco meses.

Como você já deve imaginar pelo que dissemos no início da matéria, o resultado foi completamente inconclusivo: não havia nenhum sinal apontando diferenças entre os tipos de solas. Logo, não há necessidade de preocupações na hora de escolher um calçado para esse tipo de tarefa (desde que você não resolva sair por aí com aquele tênis que mais parece uma colcha de retalhos de tão velho, é claro).

Fonte: Tecmundo

Leia resumo da pesquisa: Influence of midsole hardness of standard cushioned shoes on running-related injury risk



Em 2014, produção nacional de calçados deve crescer 3,6%, aponta IEMI

A indústria calçadista mundial, assim como outros setores produtores de bens de consumo, vem se desenvolvendo significativamente nos últimos anos. E em 2014 não será diferente, já que o setor pode esperar boas expectativas: a produção nacional em volume tende a crescer 3,6%, e o consumo aparente (resultado da produção + importação - exportação), 2,6%. 
 
Os números fazem parte do estudo “Mercado Potencial de Calçados em Geral”, elaborado pelo IEMI Inteligência de Mercado. Dados como a evolução do consumo aparente e da participação dos importados no suprimento do mercado interno em 2014 também foram analisados, tendo como base a evolução histórica dos principais indicadores da indústria calçadista no Brasil (produção, investimentos, capacidade instalada, contratação de mão de obra, etc.) e do próprio comércio externo brasileiro de calçados.

“As expectativas são de que os artigos importados alcancem uma participação de 5,1% sobre o consumo aparente em volume de pares, e as exportações representem 14,8% da produção, quando considerados todos os grupos de calçados produzidos e consumidos no País”, afirma Marcelo Prado, diretor do IEMI.

Produção e consumo mundial

A produção mundial de calçados chegou a 18,8 bilhões de pares em 2012. Já o consumo foi de 16,5 bilhões, um crescimento de 2,1% em relação a 2011.

“O potencial de crescimento futuro é maior se considerarmos que a grande maioria da população mundial ainda sobrevive com baixo poder aquisitivo. Nos próximos anos, o crescimento da produção e do consumo deverá ocorrer à medida que as nações menos desenvolvidas consigam uma melhor distribuição de renda”, afirma o diretor.

Em 2012 o Brasil ocupava a terceira posição no ranking de produção mundial, com participação de 4,6%, ficando atrás, somente, da China e da Índia. Todavia, a força chinesa no setor de calçados é incomparável. Afinal, o país, sozinho, detém 56% da produção e 72% das exportações mundiais em volumes de pares.

Em termos de consumo, o Brasil ocupa a quarta posição no ranking 2012 dos consumidores globais. Entretanto, o número de pares consumidos pelo brasileiro é elevado por conta da alta participação dos chinelos, que representam mais da metade dos pares consumidos. Com isso seu consumo por habitante, de 4,1 pares/ano, é 78% superior à média mundial, de 2,3 pares anuais. China, Estados Unidos e Índia ficam nas primeiras colocações. Porém, enquanto o consumo per capita dos Estados Unidos, em 2012, foi de 7,2 pares por ano, na China e na Índia foi de 1,8. O maior consumo por habitante em 2012 foi na República Tcheca, com 7,6 pares/ano.

Importação e exportação

Segundo os dados da World Shoe Review e da ITC (International Trade Center), as exportações mundiais de calçados, em volumes de pares, acumularam crescimento de 13,6% entre 2009 e 2012. Em valores, o crescimento foi maior: 46% no mesmo período. Já as importações mundiais cresceram 35,3% em valores e 9,9% em volumes.

No ranking dos maiores exportadores mundiais, o Brasil ocupa o 10º lugar em volumes de pares e o 16º em valores em dólares, com 1% de participação no último ano. A China é líder tanto em volumes (72,4%) quanto em valores (40,2%) e o Vietnã ocupa a segunda colocação também nos dois quesitos, com 4% em volumes e 9,1% em valores.

Nas importações, os Estados Unidos lideram o ranking, sendo responsáveis por 24,9% dos volumes e 22,4% dos valores adquiridos em 2012. O Japão é o segundo maior importador em volumes de pares, mas o quinto em valores. Já a Alemanha é o terceiro em volumes e o segundo em valores.

A participação do Brasil ainda é pequena, posicionando-se como o 39º maior importador em volumes de pares e o 35º em valores, com apenas 0,4% de participação no comércio global em volumes e 0,5% em valores.

DADOS ADICIONAIS

Unidades produtoras

De 2009 a 2013, a quantidade de unidades atuantes no setor aumentou 0,5%, com o surgimento de 41 novas unidades. Já em relação ao último ano, ocorreu uma queda de 0,7%, com destaque apenas para as empresas que atuam na produção de calçados de plástico e borracha, com alta de 7,9%.

Uma característica importante do setor calçadista nacional é o fato de que ele é composto por um grande número de microempresas (89,0% com até 49 empregados), ficando as pequenas (de 50 a 249 empregados) com 8,8% e as médias (de 250 a 1.000 empregados) com 1,8%, enquanto as grandes (mais de 1.000 empregados) não passam de 0,5%.

As unidades produtoras estão localizadas principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde se concentram 88,3% do total, ficando a região Nordeste com 8,1% e as regiões Centro-Oeste e Norte, juntas, com 3,6% do total de unidades em atividade.

Ocupação de pessoal

Os empregos gerados pelo setor produtor de calçados somaram quase 353 mil postos de trabalho em 2013, ou o equivalente a 3,58% do total de trabalhadores alocados na produção industrial do País nesse ano. Isso vem demonstrando que, além da sua grande relevância econômica, este é um segmento de forte impacto social.

A região Nordeste é a maior empregadora do setor. Em 2010 ela ultrapassou a região Sul e participa com 36,1% do contingente de empregos ofertados pelo setor no Brasil em 2013. A região Sul ocupa a segunda posição, com 35,8%, seguida da região Sudeste, com 26,6%. As regiões Norte e Centro-Oeste, juntas, detêm 1,4% dos empregos da indústria brasileira de calçados.

Distribuindo-se o pessoal ocupado no setor por áreas de atuação, verifica-se que 90,8% do contingente de trabalhadores atuam diretamente na produção, enquanto outros 8,1% exercem atividades administrativas e 1,1% se encarrega da comercialização.
 
Fonte: SEGS
 
 

2 de fev. de 2014

Incêndio atinge fábrica de calçados em Taquara

Um incêndio de grandes proporções atingiu, no início da tarde deste domingo (2/2/14), a fábrica de calçados Beira-Rio, em Taquara, no Vale do Paranhana. Apesar de intenso, o fogo, já controlado, não deixou feridos.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio — que durou cerca de 50 minutos — foi grave e queimou, internamente, toda a estrutura da fábrica. Ainda não há informações sobre o prejuízo da empresa, localizada no bairro Santa Terezinha. A Polícia Civil aguarda a perícia, que investigará a origem do fogo.

As chamas não chegaram a se espalhar para as residências ao redor. Houve risco de explosão por conta da presença de produtos químicos na fábrica, mas a hipótese já está descartada pela Brigada Militar.

Equipes dos bombeiros de Parobé, Rolante, Sapiranga e Três Coroas foram deslocadas para auxiliar no controle das chamas.
  
Foto do twitter de @Schaefer86

Fonte: Zero Hora e Revista Expansão

26 de jan. de 2014

Piccadilly é eleita como uma das empresas mais inovadoras da Região Sul

Há três anos a Piccadilly, empresa cuja matriz está em Igrejinha (RS), presente no setor calçadista há 58 anos, garante seu lugar entre as empresas mais inovadoras da região Sul do Brasil. Em 2013, por suas tecnologias de conforto, a marca de calçados femininos recebeu o prêmio de “Campeã da Inovação” realizado pela Revista Amanhã.

Em parceria com a consultoria especializada Edusys e com o apoio da Fundação Dom Cabral, a pesquisa identifica as 50 companhias mais inovadoras dos três estados da região Sul. A avaliação é feita pela pontuação das seguintes dimensões: Estrutura e Cultura Organizacional; Ações; Foco no Esforço da Inovação; Criatividade e Desenvolvimento Inicial; Tratamento e Orientação à Inovação; Atitude; Resultados da Inovação na Organização.

A Piccadilly foi reconhecida por seus constantes investimentos em materiais tecnológicos e inovações na produção, garantindo conforto, qualidade e durabilidade aliados às últimas tendências de moda para atender a todos os gostos e estilos.

Sobre a Piccadilly

Uma das principais indústrias calçadistas brasileiras, com uma produção diária de 60 mil pares por dia, a Calçados Piccadilly é reconhecida entre lojistas e consumidores como uma marca preocupada em oferecer moda, bem-estar, estilo e qualidade. Com 58 anos de história, 6 unidades de produção, todas no Rio Grande do Sul e cerca de 4 mil colaboradores, a empresa sempre focou na promoção máxima de conforto, tendo desenvolvido tecnologias consideradas inovadoras no mercado internacional. Como reconhecimento, a Piccadilly recebeu o certificado de qualidade emitido pela entidade líder no mundo em tecnologia de calçados pelo Satra Tecnology Centre, da Inglaterra.

Atualmente, a marca vive um novo momento, condizente às expectativas de “Uma nova mulher”, slogan da empresa. Assim, além de continuar investindo no que há de mais inovador em tecnologia de conforto, a Piccadilly acompanha o que é tendência na moda internacional e oferece, a cada coleção, modelos para diferentes estilos. Em 2012, foram lançadas ainda as linhas Piccadilly Nice, voltada para a consumidora de espírito jovem e irreverente; e PFG – Piccadilly for Girls, com foco nas meninas de 6 a 12 anos. Mulheres ousadas, românticas, delicadas, despojadas, tradicionais e sensuais, encontram nas coleções Piccadilly o calçado ideal, que inclui beleza e conforto em um mesmo modelo.
 
Fonte:
Informações para imprensa:
Atitude Press Assessoria em Comunicação 
 
 

17 de jan. de 2014

Alpargatas renova contrato com Mizuno

A Alpargatas antecipou a renovação do seu contrato para distribuir a marca japonesa Mizuno no Brasil e em alguns países da América Latina. O acordo, que expirava em 2016, foi renovado nesta quinta-feira, 16, e valerá por mais 13 anos, com possibilidade de extensão por outros 13. A realização da Copa e a da Olimpíada no Brasil motivou a empresa a antecipar a negociação.

"Poderemos investir mais nas marcas durante os grandes eventos esportivos agora que sabemos que os contratos continuarão a valer após 2016", disse o diretor de artigos esportivos da Alpargatas, Fernando Beer.

A Alpargatas começou a distribuir a marca Mizuno no Brasil em 1997 e, desde então, renovou o contrato três vezes. A empresa paga royalties à fabricante japonesa, mas os detalhes financeiros não são abertos.

A maioria dos produtos vendidos no Brasil é importada. A Alpargatas, no entanto, pretende aumentar a participação do calçado feito no País. "Precisamos ampliar a produção local para suportar o crescimento do mercado brasileiro", disse Beer.

Hoje marca é líder no País no segmento de tênis de alta performance para corrida. Isso faz do Brasil o segundo maior mercado da Mizuno, atrás do Japão.

O contrato com a empresa japonesa permite que a Alpargatas represente a marca no Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile, mas hoje a empresa vende a grife japonesa apenas no Brasil e Argentina. "A nossa intenção é expandir para novos mercados. Estamos avaliando isso", disse Beer.

Estratégia

A parceria com a Mizuno é estratégica para a Alpargatas, grupo que também é dono de marcas como Havaianas, Rainha e Topper. As vendas da Mizuno quadruplicaram nos últimos cinco anos e fizeram da japonesa a marca que mais cresce no grupo brasileiro. Só no terceiro trimestre de 2013, a receita da Alpargatas com produtos Mizuno subiu 48% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados do balanço da companhia.

A empresa não abre os dados de faturamento por marca, mas estima-se que a Mizuno concentre metade da receita da Alpargatas com artigos esportivos - um montante que somou cerca de R$ 625 milhões nos nove primeiros meses de 2013. O segmento vem ganhando relevância no grupo e já representava 37% da receita da companhia no terceiro trimestre de 2013, três pontos porcentuais acima do peso que tinha no mesmo período de 2012.

Copa e Olimpíada

O mercado de material esportivo deve crescer ainda mais durante a Copa e Olimpíada, estima a coordenadora do MBA de Marketing Esportivo da ESPM, Clarisse Setyon. “O segmento tradicionalmente sofre uma explosão de consumo nesse período, principalmente nos países que sediam os jogos”, disse.

Para ela, a renovação do contrato com a Mizuno é fundamental para a Alpargatas competir com grandes empresas multinacionais de esporte, como Nike e Adidas. "É mais barato investir em uma marca que já é desejada pelo consumidor do que criar uma do zero", avalia.

A Alpargatas quer aproveitar a realização da Copa e da Olimpíada no Brasil para elevar as vendas da Mizuno e tentar ganhar presença em outros esportes, como futebol, handebol e vôlei. Para isso, a empresa prepara um reforço na sua estratégia de marketing, mas terá de driblar barreiras impostas pelos organizadores dos jogos.

A Adidas é patrocinadora oficial da Copa e, a Nike, da seleção brasileira. A Mizuno, portanto, não poderá fazer menção direta ao evento nem ao time do Brasil. "Vamos explorar as imagens dos atletas da seleção que patrocinamos, o Hulk e o Dedé", disse Beer. "Nossa maior aposta será na Olimpíada. A Mizuno terá uma presença forte no Rio", completou. 
 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 
Fonte: A Tarde
 
 
 

14 de jan. de 2014

Grupo brasileiro Dass busca ganhar espaço fora do país

 Vilson Hermes do Grupo Dass

 Em 1980, numa cidade de 3 mil habitantes no interior de Santa Catarina, três amigos decidiram iniciar uma pequena fábrica de calções esportivos. O negócio começou como uma aposta de jovens empreendedores, mas se transformou em uma das referências em fabricação de materiais esportivos no país.

Com receita de R$ 840 milhões em 2013, a empresa hoje terceiriza a fabricação de Adidas e Nike e pretende crescer no mercado latino-americano com duas marcas sob sua gestão - a italiana Fila e a britânica Umbro - a partir de 2014. Para se preparar para este salto, a companhia turbinou seu centro de desenvolvimento, que agora inclui uma área de biomecânica para garantir uma melhor performance aos consumidores.

Apesar de ter 11 fábricas no Brasil, que atendem o mercado local, a Dass definiu uma estratégia diferente para ganhar espaço no exterior: os produtos desenvolvidos na pequena Ivoti, região metropolitana da Porto Alegre, serão produzidos na China e depois enviados para países como México, Peru, Colômbia e Chile.

O fundador e presidente do Grupo Dass, Vilson Hermes, admite que, apesar de ter crescido muito desde que começou a fabricar calções em 1980, a empresa precisa ter em mente as próprias limitações ao brigar por espaço no exterior. Por isso, a estratégia da Dass é evitar um confronto direto com as grandes marcas. Esta seria uma forma, segundo fontes de mercado, de evitar o mesmo destino da Vulcabrás/Azaleia, que entrou em crise após usar a marca Olympikus para enfrentar com gigantes como Adidas, Nike e Puma.

Hermes também sabe que a capacidade de inovação do Grupo Dass é limitada em relação às líderes do setor. A empresa investiu R$ 20 milhões em seu centro de desenvolvimento de produtos e separa 5% da receita de cada marca para investir em inovação. À medida que quer se torna mais uma desenvolvedora do que apenas uma fabricante, a Dass transfere seus gastos em recursos humanos para a área de desenvolvimento. Para formar a equipe de 400 pessoas de criação, cortou 700 funcionários da produção. Ainda assim, soma 10 mil funcionários.

Nichos

A lógica da inovação do grupo busca aproveitar nichos menos explorados pelas múltis. Uma alternativa, dizem fontes do setor calçadista, seria aproveitar a fama que a Fila tem em esportes específicos, como o tênis. Outra estratégia é ganhar espaço entre os corredores, área dominada por Mizuno e Asics. A Fila já dá nome a um circuito de corridas e a Dass tem a intenção de se mostrar uma opção viável - e mais barata - aos amantes deste esporte.

Para reforçar a identificação com os corredores, a empresa apostou em uma opção de marketing barata quando comparada à estratégia da Nike, por exemplo, que patrocina atletas como Ronaldo Fenômeno e Neymar. A Fila elegeu os corredores quenianos como "embaixadores". Os atletas costumam conquistar os primeiros lugares de visibilidade, como na São Silvestre. Eles também vão ao centro de desenvolvimento do Grupo Dass testar os produtos da marca e dar sugestões.

A empresa também ajuda a manter um centro de treinamento para os atletas, a Casa Quênia, no Paraná. "Buscamos um endosso de performance para a Fila", explica João Henrique Hoppe, diretor de operações do Grupo Dass. É a partir deste trabalho que a companhia prepara, para o segundo semestre, o lançamento de seu primeiro produto com preço superior a R$ 300: o Fila Kenya Pro.

Tanto Hoppe quanto Hermes sabem, no entanto, que este tipo de produto não será o caminho para a Fila atingir seus objetivos. A meta é vender a marca como um bom "custo-benefício". O foco, portanto, continuará a ser os produtos que custem, no máximo, R$ 200. "O Kenya Pro será uma forma de chamar a atenção, de mostrar que somos uma alternativa", diz Hoppe.


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo


Fonte: Época Negócios



10 de jan. de 2014

Dilly abre fábrica em Brejo Santo

A instalação da fábrica da Dilly Calçados em Brejo Santo irá gerar cerca de 2,5 mil empregos diretos em 2016, quando o empreendimento atingir a capacidade máxima. Com sede no Rio Grande do Sul, cerca de 90% do corpo de funcionários será no Ceará. A partir do ano que vem o número de funcionários ficará entre 350 e 400.

O investimento da indústria está da ordem de R$ 80 milhões até a data e a produção será três milhões de pares de calçados por ano. O valor inclui as instalações físicas da fábrica gaúcha pelo governo cearense e pela prefeitura como parte de um pacote de incentivos composto por dez anos de isenção de ICMS, além de equipamentos adquiridos com recursos próprios do grupo e financiamentos.

A sede da empresa, com as áreas administrativa, comercial e de pesquisa e desenvolvimento, é em Novo Hamburgo, núcleo do polo calçadista gaúcho. "A cabeça está no Rio Grande do Sul e o corpo, no Nordeste", comentou Alessandro Dilly, diretor da empresa.

Implantação
A produção da empresa já começa este mês em um pavilhão provisório e o primeiro módulo do futuro prédio está previsto para ficar pronto entre julho e agosto deste ano, quando a fabricação de pares deve atingir um milhão.

A produção dos tênis Diadora, porém, só deve alcançar esse volume no terceiro ano de operação.

A inauguração da fábrica será hoje, às 21 horas, com a presença do governador Cid Gomes.

Destaque no País

O Ceará é referência em desenvolvimento e em competitividade na área do mercado calçadista, conforme declarou o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, em visita ao Estado, em setembro do ano passado.

Klein aponta três pontos que considera de maior importância para o Ceará em relação a sua participação no desenvolvimento produtivo da indústria brasileiras de calçados.

"Primeiramente, o Ceará reúne todas as condições e fatores de competitividade para o desenvolvimento industrial, tanto que já tem assumido a liderança na produção de calçados do País. Em segundo lugar, a indústria calçadista vem obtendo um apoio privilegiado no que se refere aos investimentos na Região. O que precisamos é prosseguir com esse desenvolvimento para consolidar a cadeia calçadista como um todo no Estado. E o terceiro aspecto diz respeito a sua posição estratégica do ponto de vista geográfico em relação ao mercado internacional", lista. Conforme a Abicalçados, em agosto, o Ceará foi responsável por mais de um terço ou 34,4% do total de calçados exportados pelo País. 
 
 
 
Vídeo de Gilvan Landin


26 de nov. de 2013

Grupo Paquetá anuncia loja do futuro em 2014

Formado por redes varejistas do setor de calçados, o Grupo Paquetá irá implementar em 2014 a emissão de notas fiscais eletrônicas em suas unidades. A iniciativa faz parte do projeto loja do futuro, que pretende incrementar as vendas da companhia - dona de marcas como Capodarte, Dumond e Ortopé.

"Um dos principais objetivos é reduzir as filas", afirma Gervásio Scheibel, gerente corporativo de sistemas de informação da empresa.

Na prática, a novidade vai funcionar assim: o vendedor terá em mãos um aparelho com informações sobre os produtos da loja. Escolhido o calçado, um estoquista trará a peça e, em caso de compra com cartão, a nota fiscal eletrônica será emitida imediatamente - eliminando a necessidade do cliente ir até o caixa.


Testado em uma das lojas da rede entre julho e outubro, a implementação da loja do futuro nas 180 unidades próprias da Paquetá custará 5 milhões de reais. "Esse dinheiro vai para fins que vão do aumento do número de tomadas para recarga dos aparelhos ao treinamento dos nossos 3.000 vendedores", explica Scheibel.

Segundo ele, a loja do futuro não implicará em demissões - mas sim numa nova ocupação para os antigos caixas. Rebatizados como Central de soluções, eles agora cuidarão apenas das compras que não forem pagas com cartão e da venda de outros produtos da empresa - como empréstimos e seguros.

O Grupo Paquetá viu seu faturamento pular de 1,9 bilhão de reais em 2011 para 2,2 bilhões de reais no ano passado. "Até 2020, a meta é chegar a 5 bilhões", revela Scheibel. O conglomerado tem quatro empresas no mercado varejista: Paquetá Calçados, Paquetá Esportes, Gaston e Esposende.

Após perder 80% do mercado para os chineses e demitir 2.500 funcionários em 2008, a companhia finalmente parece estar dando a volta por cima.

Fonte: Exame.com
Foto: Divulgação/Grupo Paquetá

1 de nov. de 2013

Dakota vence Prêmio Época ReclameAqui 2013

 
O Universo Dakota – grupo que reúne as marcas Dakota, Mississipi, Tanara, Campesí, Kolosh e Pink Cats – venceu o Prêmio Época ReclameAqui – As Melhores Empresas para o Consumidor de 2013 – na categoria “Calçados - Fabricantes”. A cerimônia de premiação foi realizada nesta segunda-feira (28), em São Paulo/SP, e contou com a presença de representantes do grupo.
 
O prêmio é promovido pela Revista Época em parceria com o ReclameAqui, considerado o maior site de reclamações do Brasil. Nesta edição, mais de 70 mil empresas foram avaliadas em 62 categorias, sendo que as eleitas receberam votos de 1,8 milhão de consumidores por oferecerem o melhor serviço e o atendimento mais eficiente.
 
 
 

2 de out. de 2013

Lanxess posterga conclusão da troca de tecnologia em Triunfo

O grupo alemão de especialidades químicas Lanxess irá adiar o término da mudança tecnológica da produção de borracha de estireno butadieno em emulsão (E-SBR) para borracha de estireno butadieno em solução (S-SBR) na sua planta situada em Triunfo. Inicialmente, a expectativa era da conversão (orçada em € 80 milhões) ser concluída até o final de 2014. Agora, a perspectiva é para 2016.
 

O presidente da companhia no Brasil, Marcelo Lacerda, explica que a decisão se deve a uma adaptação ao cenário do mercado. Em 2016, por exemplo, o País deve adotar a etiquetagem dos pneus, demonstrando a eficiência desses produtos (algo semelhante ao que acontece hoje com alguns selos de eletrodomésticos).

Como a Lanxess produzirá S-SBR, material usado na fabricação dos chamados pneus verdes, a iniciativa beneficiará a companhia. Os pneus verdes têm menor resistência ao rolamento, diminuindo o consumo de combustível e, por consequência, baixando a emissão de CO2 dos veículos, justificando o apelido. Lacerda admite que, anteriormente, a estimativa era de que a etiquetagem no País vigorasse ainda em 2014.

Outro ponto que afeta o segmento de atuação da Lanxess no Brasil é a concorrência com os artigos importados. Lacerda destaca que apenas o setor de eletroeletrônicos apresenta um déficit na balança comercial maior do que o dos produtos químicos.

Conforme o executivo, nos últimos 12 meses, esse déficit do segmento químico já representa algo em torno de US$ 35 bilhões. O diretor de mar-keting para a América Latina da unidade de negócios PBR da Lanxess, Humberto Lovisi, argumenta que excedentes de produção de outras nações estão focando o Brasil como destino.

Essa conjunção de fatores fará também com que a Lanxess determine o que os dirigentes estão divulgando como “hibernação” da unidade gaúcha. Não se trata de uma interrupção de produção, mas de uma diminuição de ritmo de fabricação de E-SBR (material também utilizado em pneus, mas sem o valor agregado do S-SBR).

Os executivos preferem não comentar percentuais de redução ou capacidade total da unidade. No entanto, fontes do mercado apontam que a capacidade atual é de cerca de 110 mil toneladas métricas por ano. Lacerda e Lovisi garantem que, mesmo com a diminuição, a planta de Triunfo, somada à de Duque de Caxias (RJ), tem condições de atender à demanda doméstica e até mesmo exportar E-SBR.

O complexo fluminense não enfrentará o processo de hibernação. Lacerda explica que essa opção deve-se a várias características, como tamanho da estrutura e contrato de fornecimento de matéria-prima, entre outras. A fábrica de Cabo de Santo Agostinho (PE), focada em borrachas de polibutadieno (Nd-PBR e Li-BR) e S-SBR, também conseguirá suprir a demanda nacional e os consumidores externos.

A desaceleração não é uma medida que será tomada apenas nas operações da Lanxess no Brasil. Recentemente, a empresa comentou que as atividades de borracha sintética, em especial, estão enfrentando um desaquecimento temporário da demanda, aumento da concorrência no mercado e volatilidade nos preços das matérias-primas. “Em virtude da situação atual, devemos agir agora”, afirmou o presidente do conselho de administração da Lanxess, Axel C. Heitmann.

Nesse sentido, o grupo implementou o programa Advance para cortar custos e o número de funcionários, bem como otimizar seu portfólio. Como parte da iniciativa, a companhia tem como objetivo alcançar cerca de € 100 milhões em economias anuais a partir de 2015.

Isso resultará em uma redução de pessoal de cerca de mil funcionários em todo o mundo até o final daquele ano. Em Triunfo, 19 colaboradores, dos 104 da unidade, deverão ser impactados, seja por transferência, demissão ou outra ação para combater os gastos.

Fonte: Revista Expansão


26 de set. de 2013

Calçadista Via Uno entra em recuperação judicial

A calçadista Via Uno entrou em recuperação judicial para tentar organizar seu alto endividamento. Um processo protocolado ontem no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) já cita a AEB Comércio de Calçados Ltda. - razão social da companhia - como “em recuperação judicial”.

A expectativa dos credores - lista em que estão bancos como o BB e o Banrisul, fornecedores industriais e ex-franqueados - é que a empresa apresente um plano de reorganização financeira. Um gestor de mercado poderá ser apontado, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo.

As dificuldades da Via Uno se amontoaram nos últimos anos. Fontes de mercado dizem que o grande erro da empresa foi montar uma estratégia “chique” para concorrer com a Arezzo, que não teve o resultado esperado.

A situação, porém, também reflete as dificuldades de toda a indústria de sapatos, que disputa mercado com produtos baratos vindos da Ásia. De acordo com a Abicalçados, associação que reúne as indústrias do setor, as importações do produto subiram 18,5% de janeiro a agosto, na comparação com o mesmo período de 2012, e somaram cerca de US$ 400 milhões.

O produto asiático também afetou o resultado de marcas tradicionais como a Vulcabrás/Azaleia, que fechou fábricas e demitiu milhares de trabalhadores, e a Samello, que entrou em recuperação judicial em 2006.

Fundada há 22 anos, a Via Uno nasceu no Rio Grande do Sul com o objetivo de fornecer calçados de baixo custo para redes multimarca. Desde o início da década passada, no entanto, o fundador da companhia, o gaúcho César Minetto, decidiu que era a hora de tornar a Via Uno uma marca de moda. Para fazer jus a esse posicionamento, a companhia se desfez da operação fabril. Ela foi repassada a ex-funcionários, que se tornaram fornecedores.

A Via Uno empreendeu uma rápida expansão de suas lojas - chegou a cerca de 200 unidades -, mas o público não acompanhou a mudança de posicionamento. Em pouco tempo, o valor de venda do par de sapatos da marca dobrou, aproximando-se de uma média de R$ 200 há quase três anos.

Para expandir rapidamente a rede, a Via Uno recorreu a empresários com tradição no segmento calçadista no País. No entanto, esses empresários se desinteressaram pela franquia, que tinha margens muito mais apertadas do que a de seus negócios principais. Por isso, mesmo sem caixa, a Via Uno foi obrigada a reassumir boa parte das lojas.

“Todo mundo reclamou que os preços estavam subindo rápido demais e que o público não estava acompanhando”, disse um ex-franqueado da Região Sul ao Estado, ao comentar a difícil situação da companhia em maio. “Apesar dos apelos, o ritmo de alta nos preços não foi reduzido. Fomos na contramão do resto do mercado.” Procurado, o fundador da empresa não foi encontrado para comentar o assunto. 
 
 
 

21 de set. de 2013

Novo de novo

Terceiro polo calçadista do País, depois do Vale do Paranhana e o Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul; e da Região de Franca, Jaú e Birigui, em São Paulo, a Região do Cariri abriga aproximadamente 250 empresas. Dessas, cerca de uma dezena usa matéria-prima proveniente do lixo. Segundo Victor Cunha, gerente industrial do Grupo do qual faz parte a Kinccal, localizada em Barbalha, distante 564 quilômetros de Fortaleza, só essa unidade produziu seis milhões de pares em 2012. Além de calçados de PVC, material plástico produzido a partir do cloro e da soda cáustica, a empresa recicla PE de alta e de baixa para fazer mangueiras.

A matéria-prima - aproximadamente 400 toneladas mensais - provém de capitais nordestinas, como São Luís, Fortaleza, Natal e Recife, estimulando o crescimento do mercado da reciclagem na região. E só essa unidade gera aproximadamente 400 empregos diretos. São 700 no grupo todo.

Logo no início do processo, o material é lavado, mas toda a água empregada é reutilizada e os sólidos são reaproveitados na agricultura. É, então, separado por cor, para otimizar o uso de corantes, e moído duas vezes - durante a noite para pegar a tarifa de energia mais barata - e recebe os aditivos para entrar na linha de produção de fábrica.

Segundo as informações de Cunha, o gasto de R$ 5 em matéria-prima virgem corresponde a R$ 2 no caso do material proveniente do lixo, o que demonstra a viabilidade econômica do negócio. Ele reconhece que, caso as cidades mais próximas fizessem coleta seletiva, o negócio seria ainda mais lucrativo para todas as partes envolvidas, com a redução nos custos do frete.

A Kinccal produz 78 modelos de calçados femininos, masculinos e infantis. São aproximadamente 20 mil pares por dia. A produção emprega, no mínimo, 150 toneladas de material reciclável por semana. Com 35 anos de existência, a empresa já atuou em outros ramos, mas sempre reciclou.

Santos

Embalado pela forte religiosidade da Região, outro filão explorado pela empresa, já há dez anos, é a produção de imagens de santos de PVC. Por enquanto são 50 imagens diferentes, pintadas a mão nas casas de aproximadamente 300 pessoas com dificuldades de locomoção.

Sacolas

Arrumador, porteiro, vigia, garagista, servente, operário. Foram muitas idas e vindas entre Sobral, Fortaleza, Rio de Janeiro e Brasília. Disposição para trabalhar nunca faltou, mas a falta de escolaridade pesou e Expedito de Souza, 48, encontrou, finalmente, um porto seguro em sua terra natal, Forquilha, município vizinho a Sobral, na Região Norte do Ceará, a 215 quilômetros de Fortaleza.

Há sete meses ele trabalha na seleção dos plásticos que chegam à Recoplast, empresa de reciclagem de sacos fundada há quatro anos naquele município. Indiferente à sujeira ou ao mau cheiro dos sacos, rapidamente adquiriu o traquejo para selecionar o que vai e o que não vai para o processo de reciclagem, que consiste em moagem, lavagem, secagem, aglutinação, extrusão, moldagem e corte. "Se a gente coloca esse aqui, prejudica o desempenho da máquina", afirma, referindo-se ao momento em que o saco é cheio de ar para ficar na posição ideal para o corte.

Lá na outra ponta está Lecilda Linhares, 35, que deixou o emprego em uma fábrica de calçados, em Sobral, há um ano, pelo trabalho no acabamento das sacolas, onde estão empregadas as únicas cinco mulheres da fábrica. A justificativa é simples: "as mulheres são mais criteriosas e cuidadosas que os homens", explica o auxiliar administrativo Newton Cavalcante.

A despeito do calor e do barulho dentro da fábrica e também do preconceito das outras pessoas com o mercado da reciclagem, ela está muito feliz: "Me orgulho muito do que faço e pretendo continuar enquanto me quiserem por aqui. Esse é um município muito carente de emprego e, trabalhando aqui, deixei de pagar transporte. Venho todo dia de bicicleta".

Pioneira na região, a Recoplast produz 80 mil quilos de sacolas plásticas por mês a partir de 200 toneladas de restos e polietileno de baixa densidade retiradas do lixo da Zona Norte do Ceará e mais Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte. E o auxiliar administrativo Newton Cavalcante, que trabalha no local há dois anos e meio, foi categórico: "se recebêssemos mais matéria-prima, teríamos mais empregos, porque demanda pelas sacolas no mercado tem e muita". O trabalho é duro, mas tudo é feito de acordo com a lei e os trabalhadores exercem jornadas médias de 8 horas, em três turnos, até atingirem suas metas diárias.


Fonte: Maristela Crispim - Diário do Nordeste 
 
 

Pólo calçadista de SC é o segundo que mais cresce no país em 2013

A Assintecal (Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos) divulgou nesta quinta-feira, dia 19, o balanço do setor calçadista dos primeiros sete meses do ano. Conforme o IAPC (Índice Assintecal de Produção Calçadista), de janeiro a julho deste ano, o setor registrou alta de 0,15% na produção. Isoladamente no mês de julho, em comparação a junho, a alta foi de 11,76%. No acumulado dos últimos 12 meses, porém, em comparação com os 12 meses anteriores, houve queda de 2,91%.

Em Santa Catarina, o polo calçadista de São João Batista registrou a segunda maior alta do mês, com 23,06%, atrás somente de Jaú, que obteve 23,64%, variação bem superior aos demais pólos do país. No acumulado do ano, os índices se mantiveram positivos com 1,68% de crescimento,o segundo pólo que mais cresceu este ano, o primeiro foi Birigui, em São Paulo, com alta de 3,72%. Já nos últimos 12 meses, houve queda de 4,89%.

"O aumento da atividade produtiva em julho foi superior à expectativa das empresas, que era de 7,5% de alta", sustenta Marcelo Nicolau, presidente da entidade. Nicolau aponta que a desvalorização cambial, na medida em que possa estimular as exportações e inibir as importações, poderá ter um efeito positivo ao longo dos próximos meses. "As turbulências econômicas e políticas, tanto no cenário nacional quanto internacional estão provocando restrição na atividade produtiva do setor calçadista. A aparente retomada de crescimento no início de 2013 deu lugar a uma trajetória de estabilização na produção".

Os números apresentados no IAPC (Índice Assintecal de Produção Calçadista) são elaborados pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) a partir da coleta de informações encaminhada por aproximadamente 200 empresas do setor calçadista presentes nos principais polos produtivos do país. Além de se obter a quantidade física produzida a cada mês, o índice permite a análise da evolução da produção, comparando-se a produção do mês corrente com o mês anterior, a produção acumulada no ano e a variação em relação ao mesmo mês no ano anterior.

Demais polos no Brasil

Birigui (SP) - No polo produtivo de Birigui, foi registrada queda de 4,05% no mês de julho em relação ao mês anterior. Já no acumulado do ano houve alta de 3,72%, enquanto nos últimos 12 meses, em comparação aos 12 meses anteriores, foi registrado um déficit de 3,21%.

Franca (SP) - As empresas calçadistas de Franca apresentaram alta de 7,92% em julho, em relação a junho. Já no acumulado do ano, houve queda expressiva, da ordem de 44,08%. Se avaliado o período dos últimos 12 meses em relação aos 12 meses anteriores, foi verificada queda de 35,99%.

Jaú (SP) - A movimentação produtiva de Jaú foi positiva no mês de julho, registrando alta de 23,64% em relação a junho. No acumulado do ano, porém, foi verificada queda de 18,94%. Nos últimos 12 meses, em comparação com os 12 meses anteriores, a queda foi ainda maior, da ordem de 24,81%.

Nova Serrana (MG) - O polo de Nova Serrana registrou movimentação negativa no mês de julho em comparação a junho, com queda de 4,22%. No acumulado de sete meses o déficit foi ainda maior, da ordem de 30,73% no movimento das esteiras de produção, e de 40,16% nos últimos 12 meses, em comparação com igual período anterior.

Paranhana (RS) - No Vale do Paranhana, a movimentação foi positiva em todas as análises. Em julho houve alta de 16,19% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano o crescimento foi de 1,38% e no acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 8,80%.

Vale do Sinos (RS) - No Vale do Sinos, o mês de julho foi positivo, com alta de 12,42% no volume produzido em relação ao mês anterior. Porém não há outros comparativos, em função de este polo ter sido incluso na pesquisa recentemente.

Nordeste - Já no Nordeste (dados que não incluem o Ceará), os dados apontam crescimento de 19,73% na atividade produtiva em julho, comparativamente a julho. Não há indicadores anteriores para realizar comparativos de outros períodos.
 
Fonte: Economia SC